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Crianças e AdolescentesAvaliação Presencial em Matosinhos
Investigação Clínica e Cognitiva

Há situações em que percebemos que alguma coisa está a ser difícil, mas ainda não conseguimos compreender exatamente porquê

Uma criança pode esforçar-se e, ainda assim, continuar a ter dificuldades na escola. Pode parecer muito distraída, impulsiva ou desorganizada. Podem surgir alterações de comportamento, ansiedade ou dúvidas relacionadas com a aprendizagem e o desenvolvimento. Noutras situações, já existe uma hipótese levantada pela família, pela escola ou por outro profissional e é importante perceber melhor o que está a acontecer.

A Avaliação Neuropsicológica permite olhar para diferentes capacidades e dificuldades em conjunto, perceber pontos fortes e áreas que precisam de maior apoio e encontrar respostas para as dúvidas que levaram a família a procurar avaliação.

Mais do que obter resultados em testes, procuramos que a avaliação ajude a compreender como aquela criança ou adolescente pensa, aprende, reage e funciona no dia a dia — e o que pode ajudá-la a partir daí.

Instrumentos normativos e aferidos de avaliação psicológica e neuropsicológica

Rigor metodológico e científico

Provas aferidas aliadas a observação clínica e contexto ecológico.

Motivos Frequentes

Quando pode fazer sentido realizar uma avaliação?

Alguns dos motivos clínicos mais frequentes que motivam o pedido de avaliação incluem:

Dificuldades de aprendizagem;
Dificuldades persistentes na leitura ou escrita;
Dificuldades em matemática;
Problemas de atenção ou concentração;
Impulsividade;
Dificuldades de memória;
Dificuldades de organização;
Alterações nas funções executivas;
Rendimento escolar abaixo do esperado;
Grande diferença entre capacidades aparentes e desempenho;
Dificuldades emocionais ou comportamentais;
Dúvidas relacionadas com Perturbação de Hiperatividade / Défice de Atenção (PHDA);
Dúvidas relacionadas com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA);
Alterações do desenvolvimento;
Necessidade de diagnóstico diferencial;
Pedido de pediatria, pedopsiquiatria, neurologia ou outro profissional;
Necessidade de orientar um plano de intervenção;
Necessidade de compreender pontos fortes e fragilidades cognitivas.

“O objetivo é compreender a criança para além do sintoma isolado e desenhar um plano de intervenção que faça sentido.”

Pedir triagem clínica
Dimensões de Avaliação

O que se procura compreender?

Nem todas as crianças realizam os mesmos testes. A seleção dos instrumentos é rigorosamente personalizada em função da idade e da questão clínica, podendo explorar:

Funcionamento intelectual
Atenção sustentada e seletiva
Memória de trabalho e longo prazo
Funções executivas e planeamento
Linguagem e raciocínio verbal
Processamento de informação
Competências visuopercetivas
Competências visuoconstrutivas
Competências de aprendizagem
Leitura e descodificação
Escrita e ortografia
Comportamento e regulação
Ansiedade e fatores emocionais
Funcionamento socioemocional
Competências sociais e relacionais
Metodologia do Processo

Como decorre uma avaliação?

Um processo estruturado em 6 etapas, desde a entrevista inicial com a família até à entrega de recomendações fundamentadas.

01

Primeira consulta com os pais ou cuidadores

Na infância e adolescência, começamos habitualmente por conversar com os adultos responsáveis.

Nesta sessão exploramos o motivo da avaliação, a história de desenvolvimento, o percurso escolar, as dificuldades atuais, o funcionamento emocional e comportamental, informação médica relevante, avaliações ou acompanhamentos anteriores e aquilo que família e escola têm observado. Esta informação ajuda-nos a definir o que realmente necessita de ser aprofundado.
02

Definimos o plano de avaliação

Nem todas as crianças precisam das mesmas provas ou testes psicológicos.

A seleção dos instrumentos depende da idade, da questão clínica e das hipóteses que necessitam de ser exploradas. Podem ser avaliadas áreas como funcionamento intelectual, atenção, memória, funções executivas, linguagem, raciocínio, perceção visuoconstrutiva e fatores emocionais.
03

Sessões com a criança ou adolescente

A avaliação decorre normalmente ao longo de várias sessões para respeitar o ritmo individual.

Este formato permite respeitar a capacidade de atenção e evitar que o cansaço excessivo interfira com o desempenho. Para além dos resultados dos instrumentos normativos, observamos a forma como compreende instruções, estratégias utilizadas, necessidade de ajuda, reação ao erro, persistência, impulsividade, ritmo de trabalho e comportamento perante tarefas de maior exigência.
04

Recolhemos informação de diferentes fontes

A observação em múltiplos contextos enriquece a compreensão clínica da criança.

Quando faz sentido, podem ser utilizados questionários preenchidos por pais e professores ou solicitada informação a outros profissionais de saúde e educação. Uma criança pode funcionar de forma diferente em casa, na escola e em consulta e essa diferença também nos dá informação clínica relevante.
05

Integramos os resultados

Análise clínica criteriosa articulando dados quantitativos e qualitativos.

Os resultados são analisados em conjunto com a história clínica, a observação e a informação dos diferentes contextos. Procuramos identificar pontos fortes, áreas de fragilidade, padrões consistentes, discrepâncias, hipóteses explicativas e o impacto funcional real das dificuldades observadas.
06

Sessão de devolução

Partilha clara e fundamentada com entrega de orientações práticas para o dia a dia.

No final da avaliação, realizamos uma consulta com os pais ou responsáveis, onde explicamos os resultados obtidos, numa linguagem compreensível, relacionando-os com aquilo que é observado no dia a dia. São discutidas recomendações concretas para a família, a escola, a intervenção clínica ou a necessidade de encaminhamento para outras especialidades médicas ou terapêuticas.
Princípio Clínico Fundamental

Avaliar não significa necessariamente diagnosticar

Uma avaliação pode contribuir para confirmar ou excluir uma hipótese diagnóstica. Mas pode também simplesmente ajudar a compreender melhor como aquela criança aprende, pensa, organiza informação e responde às exigências do dia a dia.

O objetivo final é orientar e recomendar quais os passos a seguir.

Esclarecimentos Clínicos

Perguntas frequentes

Depende da idade, da questão clínica e das áreas que necessitam de ser avaliadas. O número de sessões é definido de acordo com cada processo.
Esclarecer Dúvidas

Existe alguma questão sobre o desenvolvimento ou aprendizagem que gostaria de compreender melhor?

Conte-nos aquilo que está a preocupar e ajudamos a definir o primeiro passo.

Encaminhamentos & Apoios Articulados

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