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Crianças e AdolescentesAvaliação e Intervenção Presencial em Matosinhos
Comunicação, Fala, Linguagem e Orofacial

Terapia da Fala

Falar, compreender aquilo que nos dizem, contar o que aconteceu, participar numa conversa, aprender a ler e a escrever ou mastigar e engolir de forma adequada são competências que fazem parte do desenvolvimento da criança.

Quando alguma destas áreas não evolui como esperado, o impacto pode aparecer de formas muito diferentes: na comunicação com os outros, nas aprendizagens, na participação na escola, nas relações ou até em momentos tão quotidianos como uma refeição.

A Terapia da Fala acompanha crianças e adolescentes nas áreas da comunicação, linguagem, fala, fluência, voz, leitura e escrita, motricidade orofacial e deglutição, procurando compreender onde está a dificuldade e de que forma está a interferir no dia a dia.

Sessão de Terapia da Fala com jogo de estimulação fonológica e rimas na Janela dos Afetos

Materiais lúdicos e comunicativos

Jogos e estímulos adaptados para promover uma comunicação funcional e confiante.

Áreas e Sinais de Alerta

Quando pode fazer sentido procurar Terapia da Fala?

Pode fazer sentido falar com um Terapeuta da Fala quando a criança apresenta desafios em:

Comunicação e linguagem

  • Demora a começar a falar;
  • Utiliza poucas palavras para a idade;
  • Tem dificuldade em juntar palavras ou construir frases;
  • Parece ter dificuldade em compreender aquilo que lhe dizem;
  • Nem sempre compreende perguntas ou instruções;
  • Tem dificuldade em explicar aquilo que quer ou precisa;
  • Tem dificuldade em contar acontecimentos ou organizar uma história;
  • Comunica pouco espontaneamente ou tem dificuldade em participar numa conversa.

Fala e articulação

  • Fala, mas é difícil compreendê-la;
  • Troca alguns sons por outros;
  • Omite sons ou partes das palavras;
  • Apresenta dificuldade persistente em produzir determinados sons;
  • Parece fazer muito esforço para se fazer entender.

Fluência

  • Repete sons, sílabas ou palavras;
  • Prolonga sons;
  • Apresenta bloqueios quando tenta falar;
  • Demonstra esforço, tensão ou desconforto associados à fala.

Leitura e escrita

  • Apresenta dificuldade em identificar ou manipular os sons das palavras;
  • Tem dificuldade na aprendizagem da leitura;
  • Lê de forma pouco precisa ou muito lenta;
  • Apresenta dificuldades persistentes na escrita ou ortografia;
  • Demonstra dificuldades linguísticas que estão a interferir com as aprendizagens escolares.

Motricidade orofacial e alimentação

  • Respira predominantemente pela boca;
  • Apresenta alterações na postura ou mobilidade dos lábios, língua ou outras estruturas orofaciais;
  • Tem dificuldade em mastigar determinados alimentos;
  • Apresenta dificuldades na deglutição;
  • Existem dúvidas relativamente às funções orais que justificam uma avaliação específica.
Comunicação e Neurodesenvolvimento

A Terapia da Fala pode também acompanhar crianças com condições do neurodesenvolvimento quando existem necessidades relacionadas com a comunicação, compreensão, linguagem ou participação comunicativa.

“Por vezes, os pais não conseguem dizer exatamente se a dificuldade está ‘na fala’ ou ‘na linguagem’. Apenas sentem que a comunicação não está a acompanhar aquilo que esperavam para a idade.”

Não é necessário saber dar um nome à dificuldade antes de procurar ajuda. A avaliação serve precisamente para perceber o que está a acontecer, aquilo que já está bem desenvolvido e se existe alguma área que precisa de maior apoio.

Pedir avaliação
Metodologia Terapêutica

Como decorre o acompanhamento?

Um processo contínuo e adaptado à idade, que vai da avaliação compreensiva à generalização para os contextos do quotidiano.

01

Começamos por ouvir aquilo que está a preocupar

A primeira consulta permite compreender o contexto global da criança.

Procuramos perceber o motivo de procura, quando a dificuldade começou, de que forma se manifesta, em que situações aparece e o impacto que tem no dia a dia. Na infância, recolhemos também informação sobre o desenvolvimento da comunicação e linguagem, alimentação, saúde, percurso escolar e outros elementos relevantes.
02

Avaliamos as áreas necessárias

Protocolo individualizado e focado nas necessidades reais.

Uma criança que fala pouco não necessita da mesma avaliação de uma criança que troca sons. Uma dificuldade de leitura não é igual a uma alteração da voz. Por isso, a avaliação é selecionada de acordo com a questão apresentada. Pode incluir: observação clínica; tarefas estruturadas; análise da comunicação espontânea; instrumentos específicos; recolha de informação de família ou escola.
03

Explicamos aquilo que encontrámos

Devolução clara e fundamentada com a família.

Depois da avaliação, os resultados são discutidos com a família. Explicamos: competências que estão adequadamente desenvolvidas; áreas que apresentam dificuldade; impacto funcional dessas dificuldades; necessidade ou não de intervenção. Quando existe indicação para acompanhamento, são definidos objetivos claros.
04

Construímos objetivos específicos

Metas terapêuticas mensuráveis e direcionadas para o dia a dia.

Os objetivos dependem do perfil identificado. Podem envolver, por exemplo: aumentar vocabulário; compreender instruções; construir frases mais complexas; organizar discurso; produzir determinados sons; melhorar inteligibilidade; desenvolver estratégias perante gaguez; desenvolver competências fonológicas; trabalhar leitura ou escrita; intervir na voz; trabalhar funções orofaciais; melhorar segurança e funcionalidade da deglutição.
05

Intervimos de forma ajustada à idade

Intervenção lúdica e funcional com significado real.

Com crianças, o brincar pode ser utilizado como meio para criar oportunidades reais de comunicação e aprendizagem. Isso não significa que a sessão seja apenas “brincar”. As atividades são escolhidas e organizadas de acordo com objetivos terapêuticos específicos. Com adolescentes, a intervenção procura aproximar-se igualmente das situações reais em que a dificuldade tem impacto.
06

Generalizamos para fora da consulta

Transferência das competências para o lar e a escola.

Conseguir produzir um som numa tarefa estruturada não significa automaticamente utilizá-lo numa conversa espontânea. Aprender uma palavra na consulta não significa necessariamente começar a utilizá-la espontaneamente. Por isso, quando adequado, são partilhadas estratégias práticas que favorecem a utilização das competências em casa, na escola e noutras situações.
07

Acompanhamos a evolução

Revisão contínua de progressos e articulação multidisciplinar.

Os objetivos são revistos ao longo do tempo e ajustados à evolução. Sempre que relevante, pode existir articulação direta com a escola, Psicologia, Terapia Ocupacional, médicos ou outros profissionais de saúde envolvidos.
Jogo e tabuleiro da Oficina de Escrita utilizado na estimulação de competências fonológicas e leitura na Janela dos Afetos
Competências Fonológicas e Linguísticas

Ler e escrever também dependem da linguagem

Antes de aprender a ler, a criança precisa de desenvolver várias competências relacionadas com os sons da língua. Dificuldades em identificar, distinguir ou manipular esses sons podem interferir com a aprendizagem da leitura e escrita.

Quando existem dificuldades persistentes, a Terapia da Fala pode participar na avaliação e intervenção das competências linguísticas envolvidas.

Esclarecimentos Clínicos

Perguntas frequentes

O desenvolvimento da linguagem apresenta variabilidade, mas existem marcos esperados. Quando existe preocupação, uma avaliação permite perceber como estão a desenvolver-se compreensão, expressão e comunicação e se é necessário intervir ou acompanhar a evolução.
Primeiro Passo

Tem dúvidas sobre a fala, linguagem ou comunicação?

Não precisa de identificar sozinho onde está a dificuldade. Conte-nos aquilo que tem observado e ajudamos a organizar o primeiro passo.

Intervenções Complementares

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