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CriançasAvaliação e Intervenção Presencial em Matosinhos
Autonomia, Integração Sensorial & Motricidade

Terapia Ocupacional Pediátrica

Quando tarefas do dia a dia exigem mais esforço do que seria esperado, como por exemplo:

• Vestir uma camisola; Segurar num lápis;• Utilizar os talheres; Cortar com uma tesoura;• Andar de bicicleta; Brincar num parque;• Permanecer numa atividade; Lidar com o barulho de uma festa.

São situações comuns no dia a dia de uma criança, mas nem todas são vividas com a mesma facilidade.

Quando determinadas tarefas começam a exigir muito esforço, a gerar frustração ou a limitar a autonomia, o brincar, a aprendizagem ou a participação, a Terapia Ocupacional pode ajudar a perceber o que está a tornar essas situações difíceis e que competências podem ser apoiadas.

Sala de Terapia Ocupacional da Janela dos Afetos, com estruturas diversificadas.

Sala de Terapia Ocupacional

Sala ampla, com estruturas diversificadas para Terapia Ocupacional.

Sinais e Manifestações no Quotidiano

Quando pode fazer sentido procurar Terapia Ocupacional?

Nem sempre os sinais aparecem todos da mesma forma. Por vezes, os pais percebem que a criança evita determinadas atividades. Noutras situações, notam que precisa de muito mais ajuda, se cansa rapidamente, reage intensamente a alguns estímulos ou parece ter dificuldade em coordenar o corpo nas tarefas do dia a dia.

Processamento sensorial

  • Reagir de forma muito intensa a determinados sons;
  • Tapar frequentemente os ouvidos;
  • Não tolerar etiquetas, algumas roupas ou determinadas texturas;
  • Evitar tocar em materiais específicos;
  • Ter dificuldade em ambientes com muitas pessoas, ruído ou estímulos;
  • Procurar constantemente movimento;
  • Saltar, correr ou chocar contra objetos com muita frequência;
  • Procurar pressão forte, apertos ou movimentos intensos;
  • Parecer reagir pouco a determinados estímulos;
  • Ficar facilmente sobrecarregada em algumas situações.
Não é uma preferência isolada que nos preocupa, mas o impacto que estas respostas começam a ter no quotidiano da criança.

Coordenação e motricidade global

  • Cai ou tropeça com frequência;
  • Tem dificuldade em correr, saltar, subir ou descer;
  • Evita brincadeiras de parque ou atividades motoras;
  • Tem dificuldade em aprender a andar de bicicleta;
  • Parece menos coordenada do que outras crianças da mesma idade;
  • Tem dificuldade em aprender movimentos novos;
  • Apresenta dificuldade em coordenar os dois lados do corpo;
  • Utiliza força a mais ou a menos nas atividades.
Dificuldades em coordenar o corpo e dominar movimentos motores amplos.

Motricidade fina e escrita

  • Tem dificuldade em manipular objetos pequenos;
  • Evita desenhar, pintar ou recortar;
  • Tem dificuldade em utilizar a tesoura;
  • Segura o lápis de forma pouco funcional;
  • Faz demasiada força ao escrever;
  • Se cansa rapidamente em atividades de mesa;
  • Escreve de forma muito lenta;
  • Apresenta dificuldade em coordenar aquilo que vê com aquilo que faz;
  • Evita tarefas de papel e lápis porque se tornam demasiado exigentes.
Desafios na destreza manual e no controlo de instrumentos escolares.

Autonomia no dia a dia

  • Vestir-se e despir-se;
  • Apertar botões ou utilizar fechos;
  • Apertar atacadores;
  • Usar talheres;
  • Realizar algumas tarefas de higiene;
  • Organizar a mochila ou os materiais;
  • Seguir uma rotina com menor ajuda do adulto.
Por vezes, aquilo que parece “não querer fazer sozinho” pode esconder uma tarefa que ainda é demasiado exigente para as competências da criança.

Brincar, escola e participação

  • Tem pouca variedade nas brincadeiras;
  • Evita jogos motores;
  • Tem dificuldade em acompanhar brincadeiras com outras crianças;
  • Parece não saber como utilizar alguns materiais ou brinquedos;
  • Tem dificuldade em organizar-se para realizar uma tarefa;
  • Evita determinadas atividades da sala de aula;
  • Tem dificuldade em acompanhar algumas rotinas escolares;
  • Precisa de muito mais apoio do que seria esperado para participar em certas atividades.
O objetivo não é comparar a criança com as outras, mas perceber se alguma destas dificuldades está a limitar aquilo que consegue fazer, explorar ou aprender no seu dia a dia.
Princípio Clínico

Não é necessário existir um diagnóstico

Uma criança pode beneficiar de uma avaliação de Terapia Ocupacional mesmo sem ter um diagnóstico. O ponto de partida é perceber se existem atividades importantes para a sua idade que estão a ser demasiado difíceis, se exigem ajuda constante ou se começam a interferir com a autonomia e participação.

Pedir avaliação
Percurso de Intervenção

Como decorre o acompanhamento?

Um processo estruturado em 7 etapas, centrado nas atividades com significado e na funcionalidade real da criança.

01

Começamos pelas atividades reais

Identificação das tarefas quotidianas que geram maior esforço ou frustração.

A avaliação começa pelas informações que a família, criança e escola identificam como difícil. Procuramos perceber: quando a dificuldade acontece; onde acontece; o que facilita; o que torna a tarefa mais difícil; quanto interfere com a autonomia e participação.
02

Observamos a criança em atividade

Avaliação clínica direta em ambiente sensorial e motor especializado.

A terapeuta utiliza atividades adequadas à idade para observar diferentes competências. Podem ser analisados: equilíbrio; coordenação; planeamento motor; controlo postural; motricidade fina; coordenação bilateral; integração visuomotora; resposta sensorial; autonomia; forma como a criança organiza uma tarefa.
03

Utilizamos instrumentos específicos quando são necessários

Construção de uma imagem funcional e integrada da criança.

Dependendo da questão apresentada, podem ser utilizados instrumentos de avaliação, questionários ou informação de família e escola. O objetivo é construir uma imagem funcional da criança — não apenas identificar uma dificuldade isolada.
04

Definimos objetivos a partir da participação

Metas terapêuticas com significado prático no dia a dia da família.

Os objetivos terapêuticos devem ter significado e expressão no dia a dia. Por exemplo: “melhorar motricidade fina” pode traduzir-se em conseguir utilizar os talheres com maior autonomia; “trabalhar coordenação” pode significar conseguir participar numa brincadeira no recreio; “trabalhar processamento sensorial” pode ter como objetivo tolerar melhor determinadas rotinas de vestir ou ambientes.
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A atividade torna-se uma ferramenta terapêutica

Equipamentos especializados calibrados para os desafios de desenvolvimento.

Circuitos, baloiços, jogos, materiais táteis, tarefas motoras, atividades de mesa ou situações funcionais podem fazer parte da sessão. Mas não são utilizados apenas porque são divertidos. Cada atividade é escolhida de acordo com aquilo que queremos trabalhar.
Materiais e atividades utilizados na intervenção em Terapia Ocupacional na Janela dos Afetos

Materiais e atividades utilizados na intervenção em Terapia Ocupacional.

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Aproximamos a intervenção das rotinas reais

Adaptações ambientais e estratégias concretas para o lar e a sala de aula.

Quando faz sentido, são partilhadas estratégias com a família. Podem ser feitas adaptações na tarefa, ambiente ou rotina. Quando existe necessidade e autorização, pode também existir articulação com escola ou outros profissionais.
07

Revemos o progresso

Avaliação continuada e ajustamento contínuo das prioridades.

Os objetivos são avaliados e ajustados ao longo do acompanhamento. À medida que algumas competências se tornam mais funcionais, novas prioridades podem surgir.
Clarificação Técnica

Integração sensorial não significa simplesmente “precisar de estímulos”

Todas as pessoas recebem e processam informação através dos sentidos. Algumas crianças respondem de forma particularmente intensa ou pouco intensa a determinados estímulos.

Mas uma preferência sensorial isolada não significa necessariamente que exista uma dificuldade que necessite de intervenção.

A questão torna-se importante quando essas respostas interferem com a autonomia, participação, aprendizagem, relações ou bem-estar. Por isso, a avaliação clínica é fundamental.

O Sentido da Intervenção

Terapia Ocupacional é muito mais do que uma sala sensorial

A sala e os equipamentos são ferramentas. O objetivo não é apenas a criança mexer-se, baloiçar ou gastar energia.

A Terapia Ocupacional procura compreender e apoiar as competências necessárias para que a criança consiga participar melhor nas atividades que fazem parte da sua vida:

Vestir-seComerEscreverBrincarAprenderParticiparSer mais autónoma

É isso que dá sentido e propósito à intervenção.

Contexto Pedagógico

E quando a dificuldade aparece sobretudo na escola?

A escola exige muitas competências ao mesmo tempo. Uma dificuldade numa destas áreas pode ter impacto no desempenho sem significar falta de capacidade ou esforço.

Quando necessário, a Terapia Ocupacional pode ajudar a perceber que competências estão a interferir com a participação escolar.

Exigências simultâneas da sala de aula:
Permanecer numa posição sentada;
Organizar a mochila e materiais escolares;
Copiar do quadro;
Escrever de forma legível e sem cansaço excessivo;
Seguir instruções sequenciais;
Gerir estímulos e ruído na sala de aula;
Participar em atividades de grupo e no recreio;
Adaptar-se a mudanças de rotina;
Realizar tarefas dentro de determinado tempo.
Dúvidas Frequentes das Famílias

Perguntas frequentes

Não. Uma criança pode beneficiar de uma avaliação de Terapia Ocupacional sempre que uma dificuldade funcional esteja a interferir de forma relevante no seu quotidiano, autonomia ou aprendizagem.
Acolhimento Clínico

Há alguma atividade do dia a dia que parece ser muito mais difícil para o seu filho do que seria de esperar?

Conte-nos aquilo que tem observado. A nossa equipa ajuda a perceber se uma avaliação de Terapia Ocupacional pode ser indicada.

Intervenções Complementares

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